Balanço das Negociações Coletivas |
| Noticias - DIEESE |
| Seg, 22 de Agosto de 2011 09:49 |
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O DIEESE divulgou o Balanço das Negociações Coletivas do 1º semestre de 2011. A respeito do mesmo, fez as seguintes observações gerais e destaques. Foram analisados os resultados das negociações por reajuste salarial de 353 unidades de negociação dos setores da indústria, comércio e serviços de todo o território nacional. Para a análise, foram comparados estes resultados com os obtidos pelas mesmas unidades de negociação em 2008, 2009 e 2010. Principais pontos do balanço: O resultado é positivo, embora não tanto quanto o observado em 2010. Houve uma ligeira redução no percentual das negociações com reajustes superiores e iguais ao INPC-IBGE e um ligeiro aumento no percentual dos que ficaram abaixo do índice. Por outro lado, o resultado é melhor que o apurado em 2008 e 2009 pelas mesmas unidades de negociação Há de se considerar que o percentual das negociações com aumentos reais superiores a 3% manteve-se em patamar significativo, próximo ao realizado em 2010 pelas mesmas unidades de negociação. Setores: O comércio é o que apresenta o melhor quadro, com nenhum reajuste abaixo do INPC-IBGE e aumentos reais em quase 98% das negociações. O pior desempenho fica para as negociações do setor de serviços, que registraram um percentual de quase 13% de negociações com reajustes abaixo da inflação. Isso talvez tenha sido influência do aumento real zero no salário mínimo este ano. Na indústria, observou-se um percentual de 87% dos reajustes acima da inflação e 10% para os iguais, com perdas salariais para 3%. Atividades Econômicas: Indústria – Aumento no número de negociações com aumento real entre os trabalhadores têxteis e da alimentação, e redução entre os trabalhadores gráficos, químicos e do vestuário (mais sensíveis ao câmbio).Na construção e mobiliário e indústria extrativa, 100% conseguiram aumento real. Comércio – sem destaque aparente Serviços – há uma redução no número de negociações com aumento real nos salários dos agentes autônomos no comércio e empregados em comunicações, difusão cultural, segurança e vigilância e turismo e hospitalidade. Houve aumento entre as negociações dos transportes e na educação e saúde privadas. A região sul foi a que apresentou o menor percentual de negociações com perdas reais nos reajustes (2% de 85 negociações). Talvez por efeito do salário mínimo regional vigente nos três estados que compõem a região. Expectativas favoráveis do ano anterior influenciaram bons resultados do semestre. A inflação mais alta pode ter influído na redução dos percentuais. A ausência de aumento real no salário mínimo também pode ter influído em algumas categorias, Não se sabe como a economia mundial se comportará. Incógnita. Porém, o mercado interno não dá sinais de forte desaceleração. Indicações de tendência a manutenção de mercado interno aquecido, associada a baixas taxas de desemprego e queda da inflação indicam espaço para conquistas dos trabalhadores. Não esquecer o aumento do salário mínimo previsto em 2012, que impulsionará o mercado interno. |